Segunda edição com texto e algumas imagens revisados.
Trabalhar com prevenção é trabalhar com pessoas
capazes de movimento normal. O fisioterapeuta é
competente para tirar o indivíduo de sua incapacidade
motora e trazê-lo o mais próximo possível do
funcional. Diante de quem não é portador de
patologias, suas proposições de trabalho diminuem ou
não existem. As exceções ficam por conta dos
profissionais que, já tendo sido bailarinos ou
esportistas adaptam, com freqüência muito bem, sua
experiência anterior a seu trabalho. No entanto, isso
constitui experiências isoladas, sem uma
sistematização e uma discussão de ampla abrangência
que atinja escolas, médicos e mídia. É tempo de compor
essa nova área de trabalho.
A base de tudo deve ser em primeiro lugar a pesquisa
dos princípios da coordenação motora, encarando-os
como base da cinesiologia humana. Esse é o assunto
desse "A biomecânica da coordenação motora".
O estudo da cinesiologia articulação por articulação,
descrevendo para cada uma amplitudes possíveis de
movimento e os músculos primários e secundários
responsáveis por cada uma delas não dá, nem de longe,
a noção de um real movimento humano.
Este ocorre de segmento em segmento, envolvendo,
portanto, um grande número de articulações que se
movem simultaneamente.
Então, como isolar o menor segmento corporal capaz de
realizar um movimento que se possa reconhecer como
habitual? Dentro desse segmento, como se processa o
movimento?Existiriam leis às quais ele submete-se?
Esse livro é uma releitura do livro A Coordenação
Motora de Piret e Béziers, que tive o privilégio de
traduzir no início dos anos 90 e que propõe respostas
dignas de serem analisadas, a cada uma dessas
questões.
O texto é didático. Os princípios apresentados por
Piret e Béziers são simplificados em uma linguagem de
aceso mais fácil. Teorias de movimento encontradas em
outros textos são trazidas para uma análise à luz da
teoria da Coordenação Motora.