Angela Santos inicia seu livro com essa questão,
formulada a todos aqueles que, na prática
profissional, atentam para a postura do ser humano.
A autora prioriza o diagnóstico clínico por acreditar
que, antes da radiografia ou da tomografia, o exame
clínico permite uma apreciação mais precisa dos
desvios posturais. Esse diagnóstico não é linear. Cada
desvio tem atrás de si um músculo estático retraído ou
um problema estrutural do componente ósseo. Como um
detetive, o profissional procura o que é primário e o
que é secundário, o que é causa e o que é
conseqüência. Só então ele poderá definir se o
problema é de sua competência e quais os métodos
adequados para o tratamento. Além disso, após um certo
período, os mesmos procedimentos poderão determinar se
a terapia está sendo eficiente.
Como fisioterapeuta que é, Angela tem uma abordagem
claramente voltada para sua própria área profissional.
Mas, ao lançar mão de análises biomecânicas e de
procedimentos diagnósticos da ortopedia, da osteopatia
e de técnicas fisioterápicas, deixa clara sua intenção
de apresentar a cada profissional o que existe no
campo vizinho e propor uma linguagem única para o
ortopedista, o pediatra, o osteopata, o profissional
de dança, o psicomotricista, o professor de educação
física, o terapeuta ocupacional, enfim, todos os que
se ocupam do movimento e suas patologias, do movimento
e suas expressões, do movimento e seu aperfeiçoamento.