A Fisioterapia Estática é uma nova área dentro da Fisioterapia.
Muitos de seus procedimentos são utilizados há tempos pelos
profissionais, outros foram incorporados a partir de campos de
trabalho não fisioterápicos. Porém, quando colocados lado a lado
e utilizados de forma complementar, constituem uma nova maneira
de realizar o tratamento da patologia do músculo estático.
A definição desse campo de trabalho parte da diferenciação do
músculo estático e dinâmico e seleciona os meios terapêuticos
capazes de prevenir ou reverter a patologia do músculo estático.
Alguns dos meios já conhecidos pela Fisioterapia são: massagem
(reflexa), posturas, como as utilizadas por Françoise Mézières e
posteriormente pela Reeducação Postural Global. Outros, como
pompages, foram trazidos por Marcel Bienfait da Osteopatia.
Várias técnicas de outras áreas de trabalho corporal, como
Eutonia e Ginástica Holística, propõem a utilização de materiais
diversos para estimular a propriocepção dos pacientes em áreas
tensas e usualmente ignoradas. A autora propõe a denominação de
Procedimentos de Contato ao conjunto desses trabalhos, com
inegável efeito sobre o tônus da musculatura estática.
A manifestação da patologia do músculo estático é o
desequilíbrio postural. Se levarmos em conta que o desequilíbrio
postural, por sua vez, pode ser o ponto de partida para o
desenvolvimento de inúmeros problemas ortopédicos (artroses,
hérnias discais, LER e outros), concluiremos que essa nova área
é um campo de trabalho que abrange mais de 50% da Fisioterapia,
devendo ser encarada como verdadeira especialização dentro da
profissão.
Bibliografia
– Bienfait, M. Fisiologia da Terapia Manual. S. Paulo,
Summus Ed., 1987.
– Bienfait, M. Bases Elementares Técnicas da Terapia Manual e
Osteopatia. São Paulo, Summus Ed., 1997.
– Bienfait, M. Fáscias e Pompages. S.Paulo, Summus Ed.
(no prelo).