Existem várias, mas nem todas podem ser executadas em postura.
Devem ser realizadas de forma suave, para não haver o
aparecimento de reflexos miotáticos (sobre os quais já
discorremos anteriormente), e podem ser realizadas antes do
posturamento, como preparo, sempre que o paciente tiver
dificuldade de entrar na postura.
Através delas podemos obter a correção de desvios posturais em
posturamento ou podemos melhorar a flexibilidade de desvios
posturais que impeçam a instalação da própria postura, para que
em um segundo tempo ela seja instalada, e a fim de que dentro
dela, de forma mais segura, manobras corretivas e pompages
específicas para os desvios sejam aplicadas e obtenham
resultados mais definitivos por impedirem compensações.
Manobra corretiva para melhoria da flexibilidade dos desvios
fora da postura.
Ex.: Manobra corretiva de protração de ombro. Trata-se de um
potente alongamento do músculo peitoral maior, o que facilitará
a boa colocação do ombro na postura.
Figura
22A
Paciente em decúbito lateral. O terapeuta controla com uma das
mãos o bom posicionamento da escápula – longe da orelha e alongando
o trapézio superior.
Figura
22B
O úmero é girado internamente o que coloca a cabeça
umeral frente à glenóide. Trata-se de uma posição
funcional, protetora da articulação.
Figura
22C
O braço do paciente é levado para trás na diagonal que é o prolongamento
da linha média do peitoral maior.
Figura
22D
O braço do paciente é acompanhado pelo apoio do terapeuta até
o limite que a flexibilidade do peitoral maior e a mobilidade das
vértebras dorsais inferiores em rotação o permitam.
Figura
22E
Se o paciente suportar, o braço é deixado solto e seu peso lentamente
alongará o peitoral maior e aumentará a amplitude de rotação das dorsais
inferiores.
Observe que a escápula é mantida todo o tempo pelo terapeuta.
II. Manobra corretiva dentro da postura
Ex.: Manobra corretiva básica do membro superior.
É
uma manobra que poderia denominar-se "manobra corretiva dos
desvios torcionais do membro superior", porque é toda construída
em torno de torções opostas de cada segmento. Todas as
deformidades do membro superior são causadas por desvios
torcionais dos segmentos que o constituem.
Figura
23A
O paciente apresenta ombros excessiva- mente elevados (trapézio
superior), anteriorizados (peitoral maior+menor), cotovelos em excessiva
flexão (braquial anterior+bíceps), antebraço em prono (pronadores).
Figura
23B
A manobra corretiva de membro superior inicia-se colocando-se
o segmento proximal (ombro) em "desenrolamento", levando-se a escápula
para baixo, o mais longe possível da orelha. Observe que o úmero coloca-se
em excessiva rotação externa, o ante-braço se flete e a mão coloca-se
em desvio cubital. São as compensações a essas primeiras retrações
que tentamos alongar.
Figura
23C
Mantendo-se a escápula, corrigimos o úmero, colocando-o em rotação
interna.
Figura
23D
Quando sentirmos que o paciente pode manter sozinho a escápula,
mantemos o úmero, posicionamos o antebraço em supinação e a mão em
desvio radial, centralizando-a.
Figura
23E
Essa posição de torções opostas dos segmentos é mantida pelo
terapeuta que tenta alongar todo o membro: é a única forma de tratar
globalmente as retrações que atingem os músculos do membro superior.
Figura
23F
Assim que o paciente consegue manter sozinho a posição, o terapeuta
recomeça a manobrar o outro membro, a cervical, os membros inferiores.