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Fisioterapia Estática

 

11. Manobras Corretivas

 

 

Existem várias, mas nem todas podem ser executadas em postura. Devem ser realizadas de forma suave, para não haver o aparecimento de reflexos miotáticos (sobre os quais já discorremos anteriormente), e podem ser realizadas antes do posturamento, como preparo, sempre que o paciente tiver dificuldade de entrar na postura.

Através delas podemos obter a correção de desvios posturais em posturamento ou podemos melhorar a flexibilidade de desvios posturais que impeçam a instalação da própria postura, para que em um segundo tempo ela seja instalada, e a fim de que dentro dela, de forma mais segura, manobras corretivas e pompages específicas para os desvios sejam aplicadas e obtenham resultados mais definitivos por impedirem compensações.

 
Manobra corretiva para melhoria da flexibilidade dos desvios fora da postura.
 

Ex.: Manobra corretiva de protração de ombro. Trata-se de um potente alongamento do músculo peitoral maior, o que facilitará a boa colocação do ombro na postura.

 

Figura 22A

Paciente em decúbito lateral. O terapeuta controla com uma das mãos o bom posicionamento da escápula – longe da orelha e alongando o trapézio superior.

Figura 22B

O úmero é girado internamente o que coloca a cabeça umeral frente à glenóide. Trata-se de uma posição funcional, protetora da articulação.

Figura 22C

O braço do paciente é levado para trás na diagonal que é o prolongamento da linha média do peitoral maior.

Figura 22D

O braço do paciente é acompanhado pelo apoio do terapeuta até o limite que a flexibilidade do peitoral maior e a mobilidade das vértebras dorsais inferiores em rotação o permitam.

Figura 22E

Se o paciente suportar, o braço é deixado solto e seu peso lentamente alongará o peitoral maior e aumentará a amplitude de rotação das dorsais inferiores.

 

Observe que a escápula é mantida todo o tempo pelo terapeuta.

 
II. Manobra corretiva dentro da postura
 

Ex.: Manobra corretiva básica do membro superior.

É uma manobra que poderia denominar-se "manobra corretiva dos desvios torcionais do membro superior", porque é toda construída em torno de torções opostas de cada segmento. Todas as deformidades do membro superior são causadas por desvios torcionais dos segmentos que o constituem.

 

Figura 23A

O paciente apresenta ombros excessiva- mente elevados (trapézio superior), anteriorizados (peitoral maior+menor), cotovelos em excessiva flexão (braquial anterior+bíceps), antebraço em prono (pronadores).

Figura 23B

A manobra corretiva de membro superior inicia-se colocando-se o segmento proximal (ombro) em "desenrolamento", levando-se a escápula para baixo, o mais longe possível da orelha. Observe que o úmero coloca-se em excessiva rotação externa, o ante-braço se flete e a mão coloca-se em desvio cubital. São as compensações a essas primeiras retrações que tentamos alongar.

Figura 23C

Mantendo-se a escápula, corrigimos o úmero, colocando-o em rotação interna.

Figura 23D

Quando sentirmos que o paciente pode manter sozinho a escápula, mantemos o úmero, posicionamos o antebraço em supinação e a mão em desvio radial, centralizando-a.

Figura 23E

Essa posição de torções opostas dos segmentos é mantida pelo terapeuta que tenta alongar todo o membro: é a única forma de tratar globalmente as retrações que atingem os músculos do membro superior.

Figura 23F

Assim que o paciente consegue manter sozinho a posição, o terapeuta recomeça a manobrar o outro membro, a cervical, os membros inferiores.

 
 
 
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